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A Suécia acertou ou não acertou no combate ao coronavírus?

Agora, só a Suécia tem reduzido o número de casos. Isso se chama imunidade. Sempre acreditei no modelo sueco e sempre defendi o modelo sueco de combate ao vírus.

Isso não quer dizer que o modelo sueco, seja o modelo Bolsonaro. Cruzeiros, festividades e viagens ao exterior resultaram em mais infecções na Noruega. Também está aumentando na Europa.

O mapa mostra que as coisas estão indo mal em países como França, Espanha, Bélgica, Holanda, Alemanha, Grécia e Dinamarca.

Na Suécia, por outro lado, diminuiu o número de infectados neste verão. Os suecos estão há dias sem mortes e quase sem novas internações. O número de testes positivos diminuiu.

Na Noruega, por outro lado, os casos aumentara. Na Dinamarca, eles também estão lutando contra novos surtos. Nesta semana, o chefe do combate ao coronavírus dinamarqueses, Kåre Mølbak, alertou contra a abertura maior da sociedade.

Na quarta-feira, a Dinamarca teve 112 novas infecções. A Noruega recentemente teve 72 novos infectados em um dia. É o maior número desde abril. A Suécia ainda têm mais corona, e um ligeiro aumento entre os jovens. Mas muito menos estão infectados do que antes.

E se olharmos para fora da Europa, a Austrália que se destacou como um exemplo de combate ao vírus, sofre com o aumento do número de contaminados. O país que fez “tudo” certo, com menos infecção e menos mortes do que a Noruega, acabou em apuros.

A segunda onda atingiu o estado de Victoria e especialmente a cidade de Melbourne e parece ser pior do que a primeira onda.

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Inverno, violações das regras de quarentena, infecções de importação, surtos em asilos, locais de trabalho, matadouros e escolas estão entre as explicações.

As mascaras agora são obrigatórias em Victoria. Melbourne está fechada há quase quatro semanas. No fim de semana passado, o toque de recolher veio porque a infecção aumentou, apesar das medidas rígidas. Centenas de testes positivos todos os dias no estado; na pior das hipóteses, em agosto já passou de 700.

Isso é um recorde:

O país tem mais pacientes por causa do coronavírus internados do que nunca. E na quinta-feira, um novo recorde de morte foi batido.

As autoridades suecas se gabam de que os suecos seguem as regras e mantêm sua própria estratégia contra o Covid-19 como mais eficiência a longo prazo.

Os suecos têm muito mais imunidade. O que estamos vendo agora é uma queda rápida no número de casos. Um tipo de imunidade na população deve estar envolvido nisso, disse o chefe do combate ao coronavírus na Suécia, Anders Tegnell.

Ao mesmo tempo, ele tem certeza que o numero de casos vai aumentar no outono. Mas ele acha que será menos do que na Noruega.

Em países como Noruega e Austrália, devemos manter o distanciamento até uma vacina. Na Suécia, várias cadeias de infecção vão parar porque o vírus acaba em pessoas que tiveram corona.

A imunidade ajuda. Mas ainda não sabemos quanto tempo dura a imunidade e quão bem ela protege. E mesmo na Suécia, ninguém está nem perto da chamada imunidade de rebanho, que interrompe toda a epidemia.

Quem vai tirar o melhor proveito disso no final ainda está para ser visto.

O que os especialistas em controle de infecção temem em todos esses países agora é o clima mais frio, o início do trabalho e volta das escola, muito mais pessoas em ambientes fechados, transporte publico lotado etc.. Estas são as condições ideais para uma nova onda de outono.

Resumindo: os países que já pagaram um preço muito alto, como Suécia, Estados Unidos, e Brasil, podem se sair melhor na segunda onda desse maldito vírus.

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Escrito por Cilene Bonfim
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