Cientista sueco diz que a maioria será infectado pelo coronavírus

Como Bolsonaro, epidemiologista sueco, Johan Giesecke diz que a maioria das pessoas do mundo será infectada e não importa as medidas adotadas pelos países para conter o coronavírus. Ou seja não importa se isolado ou não.

Ele diz que o covid-19 se espalha “como um incêndio florestal” e, mais cedo ou mais tarde, “a maioria será infectada”, antes da descoberta de uma vacina ou tratamento efetivo.

Johan Giesecke prevê que todos os países acabarão em uma posição semelhante de contágio, independentemente das medidas escolhidas, e considera que todas as tentativas de parar o surto “inúteis”.

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“Há muito pouco que podemos fazer para evitar essa disseminação: um bloqueio pode atrasar casos graves por um tempo, mas uma vez que as restrições sejam flexibilizadas, os casos reaparecerão”, escreveu ele esta semana em um artigo para a revista médica britânica The Lancet.

Comparado à Dinamarca, Noruega e Finlândia, a Suécia tem um número significativamente maior de contágio e mortes. Em declarações recentes ao diário local Dagens Nyheter, Giesecke prevê que dentro de um ano esses três países “estarão competindo pelo número de mortos”.

Por fim, o cientista enfatiza que, embora o número de mortos na Suécia tenha excedido o de seus vizinhos, ainda é “menor do que no Reino Unido, Espanha e Bélgica”.

“Nossa tarefa mais importante não é impedir a disseminação, que é inútil, mas focar em dar às vítimas o melhor atendimento possível”, conclui.

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