Crianças não transmitem coronavírus para outras pessoas, dizem especialistas do mundo todo

Atenção, analfabetos funcionais do Comprova e Estadão, não é fake news. Um estudo publicado pela Clinical Infectious Diseases dos Estados Unidos conclui que as crianças podem não transmitir o coronavírus – Covid-19. O artigo, publicado em 11 de abril, refere-se a um caso da França.

Um garoto de nove anos foi contaminado nos Alpes franceses por um turista britânico que esteve em Singapura. O garoto estava em uma cabana com dez turistas britânicos e sua família francesa composta por cinco pessoas. Ele e outras 11 pessoas foram infectados. O garoto visitou três escolas diferentes antes de descobrir que apresentava sintomas leves da covid-19.

Os pesquisadores descobriram que o jovem paciente esteve em contato com 172 pessoas enquanto estava doente. Todos ficaram em quarentena, mas ninguém foi infectado. Nem mesmo os irmãos do garoto.

Este caso permite concluir que as crianças são não fonte importante de transmissão do novo vírus, afirma o relatório. O garoto de 9 anos poderia ter sido um caso anormal, mas existem outros casos semelhantes pelo mundo.

Austrália:


Pesquisadores australianos realizaram pesquisa em 15 escolas. Em todas as escolas, dois casos foram registrados. Um adulto infectou um aluno do ensino fundamental e um aluno no ensino médio foi infectado por outro aluno também do nível médio.


Várias pesquisas com respostas diferentes:


De acordo com um estudo islandês, publicado no New England Journal of Medicine, as crianças não passam o coronavírus adiante. Mas o estudo foi contestado, em parte porque foi realizado apenas entre participantes voluntários.

No final de março, um relatório do Instituto Norueguês de Saúde Pública, concluiu a mesma coisa:

“Encontramos poucos exemplos documentados de infecção em crianças, mas é muito cedo para dizer se as crianças podem desempenhar um papel significativo na disseminação da infecção ou não”.

Estudo chinês :

“A transmissão de infecções de crianças é menor China do que em outros países, mas poderia ser por causa da política de um e dois filhos por família. Mas não existe nenhum relato de surtos nas escolas também. »

O Instituto de Saúde Pública da Noruega diz que houve quatro casos prováveis de infecção crianças pelo coronavírus. Todas as crianças tinham entre 12 e 15 anos. O fato de crianças pequenas terem infectado outras pessoas não foi registrado.

“Não é possível agora confirmar que essas crianças infectaram outras pessoas; precisamos esperar até que sejam feitas pesquisas sobre ela”, diz Margrethe Greve-Isdahl, do Instituto de Saúde Pública.

Não sabem porquê?


Os pesquisadores não têm explicação sobre o motivo pelo qual as crianças não ficam gravemente doentes com coronavírus.

O infectologista mais renomado da Alemanha, Christian Drosten, do Hospital Charité, em Berlim, escreveu em um estudo publicado esta semana que – Detectar a contribuição de contágio de crianças é difícil porque escolas e jardins de infância foram fechados antes que as investigações científicas pudessem ser iniciadas.

Temos a Suécia que não fechou escolas para provar. Opinião minha!

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Mas ele acredita que as crianças podem ser contaminadas tanto quanto os adultos e acredita que elas podem espalhar a doença ainda mais.

O pesquisador Christopher Inchley, chefe da clínica pediátrica do Hospital Universitário Akershus, está liderando o estudo norueguês de crianças com diagnóstico de covid-19. Ele disse à NRK que concorda com o médico alemão.

Diz ele: As crianças doentes também não tiveram a oportunidade de transmitir a infecção a outras pessoas fora de casa porque foram isoladas.

Algo não detectado?


Outra pessoa preocupada com a falta de infecção infantil é a imunologista e professora de medicina da Universidade de Oslo, Anne Spurkland.

Ela acha que as crianças podem estar mais ou menos permanentemente preparadas para infecções, pois são frequentemente expostas a vírus que não receberam antes. Elas, portanto, têm substâncias de defesa no muco do trato respiratório.

A saliva e o muco formam as gotículas que transportam o vírus para fora do corpo. Essas substâncias podem neutralizar o vírus enquanto estão nas gotículas, diz a doutora Spurkland.

Outra explicação seria os peptídeos antimicrobianos, ou AMP:

Essas substâncias são secretadas pelas células do trato respiratório. Eles fazem parte da força de defesa contra vírus. As crianças podem ter essas substancias em maior quantidade do que adultos e idosos; essas substâncias ajudam a destruir o vírus, diz Spurkland.

O desafio do vírus:


É difícil entender porque as crianças têm características especiais que as impedem de transmitir a infecção, diz o Dr. Andreas Christensen.

Ele é um dos principais especialistas nesse campo e trabalha no departamento de microbiologia médica do hospital St. Olav’s em Trondheim.

Ele ressalta que existem outros quatro coronavírus circulando entre a população. Eles causam doenças leves, mas são semelhante ao vírus que causou essa pandemia.

SARS-CoV-2 é um coronavírus, e o efeito provavelmente deveria ter sido mais visível na transmissão dos outros coronavírus que causam resfriados. Não podemos ver isso, diz Christensen.

Suíça: crianças podem abracar seus avós:


O médico e chefe do departamento de infecções de saúde da Suíça, Daniel Koch, disse nesta semana que os avós podem abracar seus netos porque as crianças com menos de dez anos não transmitem a doença.

As recomendações vieram após consultas com especialistas das universidades de Berna, Zurique e Genebra, disse ele.

Isso fez o especialista alemão Christian Drosten reagir.

  • Você não pode dizer isso com certeza. Mesmo após quatro meses de intensa pesquisa, temos poucos dados, disse ele em entrevista à ORF austríaca.

Pesquisas adicionais:


Pesquisadores alemães estão trabalhando em um projeto para investigar até que ponto as crianças com menos de dez anos de idade estão infectadas e se continuam transmitindo. Vários hospitais universitários estão participando da pesquisa.

Temos que esclarecer se as crianças têm um ponto de partida diferente dos adultos. Depois, podemos tirar conclusões sobre como o vírus afeta a sociedade e tomar decisões políticas baseadas nela, diz o primeiro-ministro Winfried Kretschmann.

Pesquisadores holandeses também realizaram um estudo maior sobre crianças e a disseminação de infecções. Entre outras coisas, eles coletaram dados de 40 laboratórios. Eles não encontraram exemplos de crianças transmitindo a doença da covid-19.

Fonte aqui

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